domingo, 14 de março de 2010

Futuro

Hoje não sei o que pensar, não sei como classificar o que penso ou até mesmo o que sinto...
À cerca de uma semana fui "escolhido" para organizar algo que me é importante e procurei dar o meu melhor no pouco tempo que tinha disponível. Mandei e-mails, mandei mensagens, deixei de dormir para que fosse possível fazer algo novo e diferente.
Poucos foram os que tiveram ideias e que as comunicaram, parecia que ninguém conseguia dar um passo sem que eu desse autorização para tal, parecia que tinha de ser eu a ter a ideia e a debitar o procedimento completo para que algo fosse feito.
Pouco tempo antes do grande dia, todos me diziam que não estava nada feito e todos colocavam questões cuja resposta eu não sabia dar.
Preocupado, juntei tudo o que tinha e trabalhei isso pela noite fora. Consegui finalmente um procedimento geral do que seria a "actividade de sexta feira". 
O procedimento estava feito, faltava apenas a história ilustrativa e criativa da actividade, algo que não fosse apenas o faz jogo, volta ao inicio, faz jogo volta a voltar ao inicio.
Sexta de tarde quando chego ao local, algo deu na cabeça dos meus colegas e resolveram auto recriar-se. Mudaram tudo o que eu tinha pensado e projectado, fiquei a zeros. Não sabia quais os jogos, como seria a distribuição, nada!
Por um lado fiquei super chateado, tinha me matado a trabalhar durante a semana e de repente "cagam" para o meu trabalho e bora lá fazer tudo de novo a meia dúzia de horas da hora H, por outro admito que não tive a disponibilidade que queria e gostava e que eles agiram assim como acto de "desespero". No entanto custa-me entender porque o acto de desespero depois de a grande fatia do bolo estar feita e não antes.
Há quem diga que me "tentaram passar a perna", eu não sei... ou talvez não quero pensar que sei.
Uma das pessoas que aponto como "revolucionária" do que fiz é uma pessoa que tal como eu tem bastante valor, a única diferença é que ambos nos temos destacado de formas diferentes. Ele conseguiu coisas que eu não consegui e eu tinha coisas que ele não tinha (embora sempre se tenha colado).
Agora depois desta sexta-feira parece que os "pontos" foram todos para ele...
Por um lado eu não quero saber, afinal se os outros são felizes assim quem sou eu para estragar a sua felicidade? e depois eu sei perfeitamente o que valho e o que ainda posso dar! 
Contudo no meio disto tudo surgem-me questões que me deixam a pensar:
  • Terão tentado efectivamente passar me a perna?
  • Tive eu uma reacção de hipersensibilidade ao que aconteceu e exagerei?
  • Será que se eu tivesse ficado o resto do fim-de-semana que teria sido escolhido para chefe de manada?
  • Será que algum dia vou ser chefe? será que tenho habilidade para tal?
  • Será que tenho de facto algum valor?
  • Como teria sido se tivesse sido à minha maneira?
  • Como devo comportar-me agora?
Tudo isto me deixa num estado que não sei caracterizar. Por um lado penso: Porra!! era o meu Fim-de-semana, escolheram me por alguma razão, não tinham nada de fazer isto! Por outro penso, está feito está feito, que faço agora?
Estou curioso para saber como será o futuro... e curioso para saber se me apetece continuar nele ou não...

domingo, 27 de dezembro de 2009

Sonhos

Sons, pensamentos, imagens, cheiros, memórias… tudo se mistura energeticamente na minha cabeça, tudo parece deixar-me num estado que não consigo sequer classificar.
Hoje estou preso a memórias do passado e preocupações do futuro. Sonhei com um amigo meu que faleceu no dia 22 de Junho de 2008. Ele era mais importante para mim do que imaginava, tão importante que ainda hoje desejo acordar do pesadelo que é não o ter ao meu lado. Sonhei que o encontrava, que o abraçava fortemente e perguntava como era possível estar ali. Infelizmente pouco mais ficou registado e agora que penso nisso dá-me vontade de chorar. Em menos de dois anos perdi muitos pedaços de mim, não bastava o meu melhor amigo ter morrido, como mais tarde uma das pessoas que eu mais gostava e agora por fim, o meu avô.
Será que serei em parte a causa, a ligação para que a morte esteja próxima dos que eu tanto gosto e amo? Tenho medo de pensar que sim. Toda esta panóplia de acontecimentos aumenta-me a consciência de que nem sempre está tudo bem, nem sempre somos fortes e que o nosso castelo de cartas pode cair a qualquer momento.
Tremo só de deixar vir ao de cima memórias dos dias em que parte de mim também morreu, lembro-me perfeitamente… a minha mãe a chorar, o ter de ser forte, a história do acidente, as histórias que inventaram e o esquecimento do mundo de que sofria em silencia cada vez que ouvia o nome do meu melhor amigo.
Chorei tanto. Ainda hoje não fui capaz de ir ao cemitério ter com ele, acho que tenho medo de que se for, que seja como se tivesse chegado a minha hora de o enterrar, de lhe dizer o último e não desejado adeus.
Sinto tanto a sua falta…já passou mais do que um ano e continuo a sentir-me vazio, menos completo, a chorar às escondidas, olhando para a sua imagem sem ninguém saber. É estranho ver a quantidade de músicas que eles nunca conheceram, é estranho não os ter a meu lado.
Queria lhe dizer tanta coisa, queria abraçá-lo com tanta força mas não sei como o fazer, quando o poderei fazer e se algum dia poderia fazê-lo.
É impossível esquecer cada um deles… queria tanto acordar deste pesadelo e confirmar que tudo não passou de uma partida da minha cabeça.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Monstro

Cansado... 
Sinto-me cansado. Cansado de viver, de sorrir, de ver, de ouvir, de sentir, de respirar e principalmente de pensar.
A vida dá comigo em louco, são os problemas, as dependências, o ter de salvar o mundo e o pensamento de que talvez seja o monstro que não acredito que sou.

Afasto as pessoas, não oiço, sou estúpido, sou um bronco, sou anormal. Gostava de supor que um dia vou ter uma grande casa que irá estar cheia de amigos, que vou ter filhos e uma mulher maravilhosa... mas cada vez mais tenho medo de que não passe de um sonho, um sonho que tipicamente os monstros têm para que possam não acreditar que são tão horríveis o quanto parecem. 
Sempre pensei nisso, sempre aconteceu momentos na minha vida em que uma mistura de emoções, sentimentos e palavras culminaram no fim ou no time out de uma boa amizade.
Serei sempre eu o problema? terei apenas 50% da culpa? não sei... as vezes acredito que sim embora não encontre motivos para tal.
Passo a vida sozinho, percorrendo corredores, sorrindo para conhecidos, fingindo que está tudo bem... Talvez não tenha tempo para ser eu próprio e chorar, talvez não queira mostrar o Eduardo que fica menos bonito quando chora...
Estou farto... hoje pensei algumas vezes na palavra que começa por "S" e que seria uma solução muito fraca para acabar com tudo, mas e fazendo minhas as palavras de uma pessoa: " uma coma por dia, não sabe o bem que lhe fazia". Talvez seja isso que me falta, um coma! Talvez um coma provocasse no mundo uma reacção de produção de anti-corpos contra a minha ausência e ai eu pudesse ser aquele ser solitário, diferente e anormal.
Desde uns tempos para cá, a minha relação com algumas pessoas mudou, alias tudo mudou nos últimos tempos em todos os níveis e sentidos. Zanguei-me, chateei-me, não sei... o que sei é que já não é o que era. Essa pessoa era especial para mim, especial de mais e se calhar é ai que está o problema. De um momento para o outro palavras agruparam-se em frases que se transformavam em mal entendidos, os mal entendidos passavam a discussões, as discussões traziam consigo coisas menos boas e hoje terminaram comigo a dizer que não podia mais. 
Talvez tenha errado nesse ponto, mas se as coisas têm de ser tão fixas para uma coisa, supostamente também são para outras... Ninguém desabafa com pessoas que não nos são próximas e que não são psicólogos.
ue o álbum da minha alma tinha de incluir como faixa este fado horrível, que fala em problemas atrás de problemas, de mortes, tristezas, solidão! Porquê?Dá-me raiva! Porque sempre comigo? 
Devia estudar, mas o meu distúrbio mental neste momento é tão grande que primeiro tenho de saber como está a outra pessoa e já nem me apetece nada mais...

domingo, 25 de outubro de 2009

Puff

Existe momentos em que me apetecia apenas desaparecer, esconder-me num cantinho bem escuro, sentado no chão à espera que tudo acabasse.
Detesto quando olho para mim e me vejo como um ser impotente e desastrado, detesto quando fico cansado de ser eu.
Tenho o meu avô doente, a minha mãe triste tentando ser forte para não chorar, o meu pai a dizer que "por norma" alguém naquelas situações não se aguenta muito mais e eu não só impotente para mudar a situação como também resolvo bater contra o portão da garagem dos meus primos.
Não bastava tudo o que se está a passar, a pressão das avaliações, a situação do meu avô, tudo, eu tinha logo que ir bater contra o portão!
Hoje se eu pudesse ia para bem longe! Estou tão cansado... cansado de em cada momento que pretendo esboçar um sorriso algo mau aconteça e me envergonhe...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

5 de Outubro

5 de Outubro de 1989... neste dia nasceu um ser que o destino quis que fosse um grande amigo meu, talvez dos melhores e mais leais que já tive apesar de tudo.
Hoje, ou melhor ontem, ele deveria ter feito 20 anos. Não o fez por um simples motivo, já não se encontra a meu lado ou neste mundo onde os vivos correm de um lado para o outro, discutem por tudo e por nada ou simplesmente andam loucos!
Já passou mais de um ano desde a sua morte, mas o que é certo é que o dia de ontem deixou-me novamente em baixo, com saudades do seu sorriso, das suas "bocas" ou simplesmente daqueles segundos em que andava-mos à porrada e terminávamos com um abraço da amizade.
Choro, tento fazer me de forte mas por dentro o meu coração e a minha alma estão varridos em lágrimas, adorava poder pegar no telemóvel e ligar-lhe ou mandar uma mensagem a dizer: Feliz Aniversário... mas... já sei que ele não vai responder...
Custa-me tanto! Existe tanta coisa que eu gostaria de lhe contar, de lhe pedir concelhos ou apenas de estar com ele e já não posso...
Volto a sentir-me como um desconhecido que pisa pela primeira vez as pedras da calçada que sempre pisou, sinto-me como um pequeno ser, isento de vida, sabor, tempo, visão, tudo!
Sinto-me cansado... este dia faz-me estar cansado de viver... às vezes não sei se me apetece continuar sem este amigo a quem meter na guest de uma festa ou simplesmente dar aquele abraço tipicamente nosso.
Sinto a tua falta Mário Silva.... e este dia nunca mais será o mesmo desde que foste...

domingo, 27 de setembro de 2009

Algo que marcou a minha história como anormal

Porque quando nada parecia fazer sentido, alguém me escreveu esta música num papel e disse que sentia o mesmo...


Sometimes I get so weird I even freak myself out I laugh myself to sleep It's my lullaby Sometimes I drive so fast Just to feel the danger I wanna scream It makes me feel alive Is it enough to love? Is it enough to breathe? Somebody rip my heart out And leave me here to bleed Is it enough to die? Somebody save my life I'd rather be anything but ordinary please To walk within the lines Would make my life so boring I want to know that I Have been to the extreme So knock me off my feet Come on now give it to me Anything to make me feel alive Is it enough to love? Is it enough to breathe? Somebody rip my heart out And leave me here to bleed Is it enough to die? Somebody save my life I'd rather be anything but ordinary please. I'd rather be anything but ordinary please. Let down your defences Use no common sense If you look you will see that this world is a beautiful accident, turbulent, succulent opulent permanent, no way I wanna taste it Don't wanna waste it away Sometimes I get so weird I even freak myself out I laugh myself to sleep It's my lullaby Is it enough? Is it enough? Is it enough to breathe? Somebody rip my heart out And leave me here to bleed Is it enough to die? Somebody save my life I'd rather be anything but ordinary please Is it enough? Is it enough to die? Somebody save my life I'd rather be anything but ordinary please. oh I'd rather be anything but ordinary please.

Cego...



Por vezes o coração não quer ver, outras vezes são os olhos que não enxergam o que está mesmo à nossa frente e é tão óbvio!
Fala-se em sinais, em tocar indiscretamente, em estar com pessoas, mas depois... nada acontece, a cabeça fica confusa e os olhos necessitam de hidratação.
Mais uma vez se fica sozinho, apenas um corpo cansado procurando saber se deve contar, se deve avançar ou se deve esperar pelo meio da frase certa para beijar os lábios de alguém. Mas e se esses lábios não forem os certos? Será que vale a pena andar a misturar sentimentos e emoções para que no fim tudo acabe ou quem sabe pior algo bom que existe?
Perguntas surgem buscando a resposta: "sim, estou interessado em alguém", ou "sim, tenho alguém", infelizmente ou felizmente, não sei, a resposta é sempre a mesma: Ainda não.
Depois penso, como poderá um ser como eu vir a ter alguém? como será uma coisa como eu com alguém?
A maioria dos jovens procura alguém e imagina-se com a mulher dos seus sonhos. Eu também me imagino, mas tenho sempre o medo que não passe de uma mera mistura de hormonas estranhas e de receptores dopaminérgicos que me faz imaginar aquela rapariga perfeita.
Esquecendo agora o mundo encantado dos sonhos, passemos a algo que também incomoda este conjunto estranho de neurónios anormais que dominam o meu ser.
Pretendo mudar. Mudar de turma, mas mais uma vez tenho medo. Dou-me super bem com o pessoal, melhor do que com os restantes, mas depois sinto que vou ser como uma ave tropical trazida para Portugal. Podem todos gostar das minhas penas ou do que digo mas serei sempre algo fora do normal. Tenho medo de não ser aceite, tenho medo de perder amigos no outro lado, não sei! São muitos pensamentos, muita coisa a acontecer e eu sou só e apenas um! Um pequeno anormal em busca do significado de normalidade.....